O Reino do Senhor
Filosofia

Reflexão sobre diversidade e pertencimento · Texto integral

Na casa de meu Pai há muitas moradas

Moradores caminham por um jardim que conecta comunidades com casas rurais e contemporâneas, iluminadas pelo sol.
Imagem conceitual do Reino

Uma Casa, muitas moradas: estabilidade primeiro, diversidade com o crescimento e comunidades definidas pelos acordos de convivência, preservando a inclusão das pessoas.

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Uma das ideias mais importantes das Mega Células é que o Reino não precisaria obrigar todas as pessoas a viverem exatamente da mesma maneira.

O Reino seria um só.

Os princípios fundamentais seriam os mesmos.

Mas as formas de convivência poderiam ser diferentes.

Cada Mega Célula poderia desenvolver sua própria identidade, seus próprios acordos de convivência e seu próprio estilo de vida, sempre respeitando aquilo que é universal.

Algumas poderiam ser mais silenciosas.

Outras mais movimentadas.

Algumas mais agrícolas.

Outras mais tecnológicas.

Algumas poderiam ter regras mais rígidas sobre cigarro, cannabis, festas, ruído ou circulação.

Outras poderiam adotar acordos diferentes.

Isso não significaria desunião.

Significaria reconhecer que pessoas diferentes podem viver melhor em comunidades diferentes.

E, no começo, seria absolutamente normal existir pouca variedade.

As primeiras Mega Células provavelmente seriam muito parecidas entre si.

O objetivo inicial não seria criar dezenas de estilos de comunidade.

Seria fazer o básico funcionar muito bem.

Moradia.

Água.

Energia.

Alimentação.

Saúde.

Internet.

Mobilidade.

Trabalho.

Segurança.

Convivência.

Primeiro, estabilidade.

Depois, diversidade.

Conforme novas Mega Células fossem surgindo, cada uma começaria a desenvolver sua própria identidade.

As próprias pessoas, por meio de votação e dos acordos locais, ajudariam a construir essa identidade.

Com o passar do tempo, o Reino poderia ter dezenas, centenas ou milhares de comunidades diferentes.

E então uma pessoa não precisaria permanecer para sempre na Mega Célula em que entrou inicialmente.

Ela poderia solicitar mudança.

Não porque aconteceu algum problema.

Não porque foi expulsa.

Mas simplesmente porque encontrou uma comunidade que combina mais com sua forma de viver.

Alguém pode preferir uma comunidade tranquila e rural.

Outra pessoa pode querer uma Mega Célula muito tecnológica.

Outra pode preferir uma vida cultural intensa.

Outra pode buscar uma comunidade com regras específicas de convivência.

E isso poderia aparecer de forma transparente no aplicativo.

Antes de solicitar mudança, a pessoa conheceria o perfil daquela Mega Célula, seus acordos, sua rotina e suas características.

Assim, o Reino não precisaria transformar diversidade em conflito permanente.

Em vez de obrigar milhões de pessoas diferentes a vencer uma disputa para impor sua forma de vida às demais, poderíamos permitir que as pessoas procurassem comunidades com maior afinidade.

Sempre existiria uma condição:

a identidade da Mega Célula seria definida por seus acordos de convivência, e não pela exclusão de pessoas por quem elas são.

A pessoa que aceita e respeita os acordos daquela comunidade pode fazer parte dela.

Essa flexibilidade permitiria algo muito importante:

pertencer ao mesmo Reino sem precisar viver todos da mesma maneira.

É por isso que a frase de Jesus combina tanto como inspiração para essa arquitetura:

“Na casa de meu Pai há muitas moradas.”

Uma Casa.

Muitas moradas.

Um Reino.

Muitas comunidades.

Unidade sem uniformidade.

E quanto mais o Reino crescer, maior poderá ser a liberdade de cada pessoa encontrar o lugar onde realmente deseja viver.

Deus é o Senhor

O PREÇO

Arrependimento
e PERDÃO.

Reconhecer o erro e mudar de direção. Não responder a um erro com outro erro. Preservar a possibilidade de recomeçar.

Perdoar não é aprovar o erro nem continuar permitindo que alguém nos machuque. O perdão não deve nascer do medo, da culpa ou da chantagem.

Leia sobre perdão e Reset

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