O REINO DO SENHOR
SISTEMA DE MISSÕES E PONTOS
O valor de uma boa ação
Uma boa ação pode gerar um benefício. Um benefício pode realizar um desejo. E um desejo compartilhado pode unir uma comunidade.
No Reino do Senhor, cada pessoa já possui seus direitos fundamentais assegurados. Alimentação, moradia, saúde, educação, água e demais necessidades essenciais não dependem de pontos, recompensas ou missões adicionais.
O Sistema de Missões e Pontos nasce com outra finalidade: reconhecer contribuições voluntárias, incentivar a cooperação e permitir que pequenos esforços se transformem em benefícios adicionais.
Não pretendemos criar uma nova moeda.
Pretendemos oferecer uma ferramenta de reconhecimento, planejamento e aprendizado.
1. COMO NASCE UMA MISSÃO?
Imagine que um irmão precise de ajuda para organizar seu jardim, montar um móvel ou realizar alguma atividade que beneficie a comunidade.
Ele poderá abrir uma solicitação no aplicativo do Reino.
O próprio sistema também poderá identificar necessidades e oferecer missões voluntárias.
Antes de disponibilizar uma missão, a solicitação será analisada para verificar sua necessidade, legitimidade e recompensa correspondente.
A pessoa interessada saberá antecipadamente o que deverá fazer e o que poderá receber.
Ninguém será obrigado a participar.
As missões não substituirão os trabalhos regulares da comunidade e não poderão se transformar em uma segunda jornada obrigatória.
Como proposta inicial, cada pessoa poderá realizar uma missão pontuada por dia, com eventuais exceções justificadas.
2. DUAS FORMAS DE RECOMPENSA
Cada missão poderá apresentar duas possibilidades:
RECOMPENSA DIRETA
O irmão escolhe antecipadamente um produto oferecido pela missão.
Por exemplo, uma missão poderá oferecer dois refrigerantes.
O produto poderá ser entregue após a conclusão da atividade ou ter sua entrega programada para uma data futura.
Essa modalidade será sempre mais vantajosa em quantidade ou benefício equivalente, pois permite que o Reino conheça antecipadamente a demanda, organize seus estoques e planeje a produção.
RECOMPENSA POR PONTOS
O irmão prefere receber pontos pessoais e escolher um benefício posteriormente.
Ele terá maior flexibilidade, mas abrirá mão da vantagem oferecida pela recompensa direta.
Assim, cada pessoa decide se prefere aproveitar uma oportunidade imediata ou guardar pontos para conquistar outro objetivo.
Os valores definitivos das missões e dos produtos serão estabelecidos após estudos e simulações da capacidade produtiva de cada Mega Célula.
3. DUAS CARTEIRAS DIGITAIS
Para impedir o acúmulo ilimitado e estimular escolhas conscientes, cada pessoa terá duas carteiras digitais.
Carteira A
- Capacidade máxima: 30 pontos.
- Ciclo de 90 dias.
Carteira B
- Capacidade máxima: 30 pontos.
- Ciclo de 90 dias.
As duas carteiras terão seus ciclos desencontrados por 45 dias.
A capacidade total será de 60 pontos por pessoa.
Antes do encerramento de um ciclo, o irmão poderá transferir pontos para sua outra carteira, respeitando o espaço disponível.
Cada ponto poderá ser transferido apenas uma vez.
Isso impede que os pontos circulem indefinidamente entre as carteiras para escapar dos reinícios.
Ao final do ciclo de cada carteira, os pontos ainda existentes nela serão zerados conforme as regras de validade divulgadas antecipadamente.
O aplicativo apresentará avisos sobre os vencimentos, ajudando cada irmão a planejar suas escolhas.
Os pontos serão pessoais e intransferíveis entre indivíduos. Não poderão ser vendidos, emprestados nem convertidos em dinheiro.
4. APRENDER A ESCOLHER
Imagine que um irmão deseje um produto que custe 30 pontos.
Se cada missão realizada conceder um ponto, ele precisará concluir 30 missões pontuadas para alcançar seu objetivo.
Poderá preferir pequenas recompensas ao longo do caminho ou guardar seus pontos para conquistar aquele produto.
Mas não poderá acumulá-los indefinidamente.
O sistema terá limites conhecidos por todos.
Dessa forma, a escolha se torna parte do aprendizado.
Planejar, esperar, decidir e compreender as consequências de uma escolha são habilidades que também podem ser desenvolvidas na vida comunitária.
5. OBJETIVOS COLETIVOS — QUANDO UM DESEJO É COMPARTILHADO
Imagine que dez irmãos desejem organizar um churrasco.
Um deles abre uma solicitação no aplicativo, informando a quantidade de participantes, a data desejada e as características da confraternização.
O sistema consulta a disponibilidade de produtos, os estoques e a capacidade de fornecimento da Mega Célula.
Em seguida, apresenta uma contraproposta.
Por exemplo:
Churrasco para dez pessoas
- Quantidades definidas de carnes e acompanhamentos.
- Bebidas e demais itens disponíveis.
- Data de entrega programada.
- Meta coletiva de pontos.
Se o grupo aceitar, será criado um objetivo coletivo.
Cada participante poderá realizar missões e comprometer voluntariamente parte de seus pontos para o objetivo.
Não será necessário que todos contribuam igualmente.
Os pontos permanecerão vinculados a seus titulares, apenas reservados para o projeto, e continuarão contando nos limites individuais das carteiras.
Se a meta for alcançada dentro do prazo, os produtos serão confirmados para entrega.
Se a meta não for alcançada, os pontos serão liberados para seus respectivos titulares, observados os prazos de validade previamente informados.
O grupo também poderá receber uma contraproposta menor, caso existam alternativas viáveis, e decidir livremente se deseja aceitá-la.
Assim, um simples churrasco poderá ensinar organização, diálogo, colaboração, responsabilidade e planejamento.
A participação em uma confraternização não precisa depender de pontos. Eles serão apenas um meio de organizar benefícios adicionais.
6. A LIBERDADE DEPOIS DA RECOMPENSA
Os pontos não poderão ser transferidos entre pessoas.
Entretanto, depois que um produto for legitimamente recebido, seu titular poderá utilizá-lo, compartilhá-lo ou trocá-lo livremente, respeitando a legislação e os Acordos de Convivência aplicáveis.
Poderão surgir trocas espontâneas entre irmãos.
Não precisamos controlar cada destino de um produto.
O importante é que sua entrega tenha ocorrido por um processo legítimo, vinculado a uma contribuição verdadeira.
O Reino não pretende controlar cada escolha pessoal. Pretende proteger a justiça do sistema que disponibiliza os recursos.
O abastecimento fundamental permanecerá protegido contra práticas que provoquem escassez, exploração ou prejuízos à comunidade.
7. COMO EVITAR MISSÕES ARTIFICIAIS?
Duas pessoas não poderão simplesmente inventar solicitações para conceder pontos uma à outra.
Para isso, o sistema contará com mecanismos de proteção:
- Análise prévia das solicitações.
- Recompensas estabelecidas por critérios comuns.
- Verificação proporcional da conclusão das atividades.
- Identificação de solicitações artificiais, repetitivas ou combinadas.
- Auditorias e possibilidade de contestação de decisões.
O solicitante poderá confirmar que recebeu ajuda, mas não terá liberdade para atribuir qualquer pontuação ao voluntário.
A fiscalização deverá respeitar a privacidade e não transformar a comunidade em um ambiente de vigilância constante.
A confiança será o ponto de partida. A transparência protegerá sua continuidade.
8. PRODUTOS, SAÚDE E ACORDOS DE CONVIVÊNCIA
Cada Mega Célula nasce com autonomia para estabelecer democraticamente seus Acordos de Convivência, respeitando as Duas Leis do Reino, os direitos fundamentais e a legislação vigente.
Esses acordos também orientarão os produtos disponíveis na loja comunitária.
Produtos como bebidas alcoólicas e cigarros poderão estar sujeitos a critérios especiais, pontuação maior e limites de fornecimento, quando sua disponibilização for legal e aprovada pela comunidade.
Produtos cuja distribuição não seja permitida por lei não poderão integrar o catálogo, independentemente da votação.
O propósito será respeitar escolhas pessoais sem incentivar práticas prejudiciais à saúde.
Medicamentos e tratamentos legalmente indicados, inclusive aqueles que envolvam substâncias controladas, pertencem ao sistema de saúde, não ao catálogo de recompensas.
O catálogo será adaptado a cada Mega Célula.
Se determinada comunidade não aprovar a disponibilização de um produto, ele simplesmente não aparecerá entre as opções de retirada daquela loja.
Entretanto, isso não significa que a decisão seja definitiva.
9. O DIREITO DE CONVENCER, DE OUVIR E DE MUDAR
Imagine um irmão que aprecia uma bebida alcoólica ocasionalmente, mas reside em uma Mega Célula que decidiu não disponibilizá-la.
Ele poderá conversar com os demais moradores, apresentar seus argumentos, ouvir suas preocupações e solicitar a inclusão do assunto na próxima revisão dos acordos.
Poderá explicar como pretende exercer sua liberdade sem prejudicar os outros.
Os moradores poderão reconsiderar sua decisão, manter a regra existente ou aprovar uma experiência com condições definidas.
A confiança poderá abrir portas, e a responsabilidade ajudará a mantê-las abertas.
Se alguém descumprir um acordo, a situação deverá ser avaliada com justiça e proporcionalidade, sem transformar automaticamente a conduta de uma pessoa em culpa de todos os que compartilham seu hábito.
A revisão periódica dos Acordos de Convivência permitirá que as comunidades aprendam com suas próprias experiências.
Nenhum irmão precisará de pontos para apresentar uma proposta, participar de uma votação ou defender suas ideias.
No Reino do Senhor, a capacidade de dialogar não se compra.
10. NÃO SOMOS DEFINIDOS POR NOSSOS PONTOS
Um irmão com 60 pontos não vale mais que outro com nenhum.
Um irmão que realiza muitas missões não possui mais direitos que aquele que decide não participar.
Uma pessoa idosa, uma criança, alguém com deficiência ou qualquer irmão impossibilitado de realizar missões continuará tendo sua dignidade e seus direitos fundamentais preservados.
O sistema não deverá criar classes sociais, privilégios políticos ou hierarquias humanas.
E tampouco deverá incentivar competição excessiva ou comportamentos prejudiciais em busca de recompensas.
Os pontos reconhecem determinadas contribuições. Não medem o caráter, a importância ou o valor de uma vida.
UMA FERRAMENTA PARA APRENDER A VIVER EM COMUNIDADE
O Sistema de Missões e Pontos não nasce para substituir o dinheiro por outra forma de dinheiro.
Nasce como uma experiência de reconhecimento voluntário, distribuição responsável de benefícios adicionais e aprendizado coletivo.
Um irmão aprende a escolher.
Dois irmãos aprendem a cooperar.
Um grupo aprende a planejar.
Uma comunidade aprende a dialogar, estabelecer acordos, reconhecer contribuições e rever suas próprias decisões.
O sistema deverá ser testado, aperfeiçoado e corrigido sempre que necessário.
Porque nenhuma ferramenta criada por nós deve se tornar mais importante que as pessoas que ela pretende servir.
A boa ação é o começo. O benefício é uma possibilidade. A liberdade é preservada. E o fruto da convivência pertence a todos.
O REINO DO SENHOR
Amar a Deus. Amar o próximo.
thekingdom.one